Mais sobre censura…

Na publicação anterior divulgamos o lançamento do livro “Com todas as licenças necessárias: editais de censura portugueses e a coleção de Obras Raras da Biblioteca Nacional brasileira” (Saarbrücken, Alemanha: Novas Edições Acadêmicas, 2016).

Continuando este tema, recuperamos uma matéria publicada em 2013 pelo site Público (de Portugal) que fala sobre livros científicos, dos séculos XVI e XVII, e inquisição. O texto nos faz refletir sobre a importância dos estudos com base em acervos raros e tem como título Os livros científicos dos séculos XVI e XVII, ou como a Inquisição “limpou” as bibliotecas.

Confira alguns trechos:

É a primeira sistematização da censura de livros médicos pela Inquisição em Portugal – um dos casos expurgados foi o de uma freira que se dizia ter engravidado no banho. Está também em marcha um inventário dos livros de ciência nas bibliotecas dessa altura. O lugar deste objecto na cultura científica nacional começa a ser desvendado.

O “lápis” da censura nos séculos XVI e XVII era a tinta ferrogálica. Se estivesse muito concentrada, a tinta utilizada na expurgação de uma obra podia queimar o papel. Se fosse em menor quantidade, as palavras censuradas voltavam a ser legíveis. De qualquer forma, esta vertente da Inquisição afectava a leitura das obras, dando-lhes uma conotação insidiosa de pecado e culpa. A literatura técnica e científica em Portugal não escapou a este controlo, como os livros de Amato Lusitano, médico judeu português que fugiu da Península Ibérica.

Na segunda metade do século XV foram impressos na Europa entre 15 a 20 milhões de livros. No século seguinte, este valor multiplicou-se por 10. Apesar de os autos-de-fé serem os rituais mais conhecidos da Inquisição, e o seu lado mais sangrento, em que “hereges”, desde judeus a sodomitas, eram mortos na fogueira, a censura livresca era intensa.

Leia a matéria completa. Clique aqui!

 

*Foto do topo: Reprodução.

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